Menores Aprendizes têm contato direto com a administração pública no Bandes

Nove adolescentes auxiliam os colaboradores do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) a promover o desenvolvimento sustentável do Estado através do “Programa Menor Aprendiz”. A política de inserção de jovens na vivência do ambiente institucional acontece no banco desde 1996, inicialmente, como parte de um antigo programa do governo federal, o “Programa Bom Menino”.

A execução da política no Bandes, além de promover o desenvolvimento profissional e econômico dos adolescentes selecionados, aproxima-os do ambiente institucional público de forma que conhecem melhor os serviços que o Estado dispõe à sociedade capixaba.

O estudante do segundo ano do Ensino Médio, Guilherme Spalenza, de 18 anos, é um dos menores aprendizes que ingressaram no Bandes em 2019. Ele conta que o programa o fez conhecer uma nova realidade. “Eu só conhecia bancos comerciais e não sabia o que era um banco de desenvolvimento. Aqui, entendi que o Bandes é muito importante para o Estado. No início das atividades me senti tímido, porque nunca tinha visto um ambiente de escritório. Sou da periferia e nunca achei que estaria em um lugar assim”, menciona.

O Bandes adotou o “Programa Menor Aprendiz” em 2003. A iniciativa é regulamentada pela Lei 10.097/2000, que afirma que empresas de médio e grande porte devem contratar jovens com idade entre 14 e 24 anos como aprendizes. Durante esse período, o jovem é capacitado no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE-ES) e no Bandes, combinando formação teórica e prática.

No CIEE-ES, além da capacitação teórica, são realizadas atividades culturais e sociais, bem como o acompanhamento socioeducativo dos participantes. Já a aprendizagem prática é realizada pelo Bandes, logo após o término da aprendizagem teórica.

Para ingressar no programa junto ao Bandes, os adolescentes devem ter idade entre 15 e 16 anos e três meses (na data de início da turma de aprendizagem); estar matriculados na escola pública regular; e possuir renda familiar, per capta, de até meio salário mínimo, prioritariamente.

A Coordenadora do Núcleo de Gestão de Pessoas do Bandes, Daniela Cristina Queiroz Cavalieri, destaca que a ação é mais uma forma de reforçar a função social do banco para com os capixabas. “Para o Bandes, ter o “Programa Menor Aprendiz” vai além do cumprimento de uma obrigação legal, é exercer o importante papel de proporcionar aprendizado a esses jovens e fazer a inserção deles no mercado de trabalho. Excelente oportunidade de contribuir com a inclusão social, oferecendo o primeiro emprego e desenvolvendo as competências necessárias aos futuros profissionais”.

A rotina no Bandes

O menor aprendiz Guilherme Spalenza e outros oito adolescentes têm suas rotinas diárias dividas entre cursar o ensino regular pela manhã e realizar atividades no Bandes no período vespertino.

Guilherme faz parte da equipe da Gerência de Acompanhamento de Projetos (GERAC) do Bandes e atua como auxiliar no processo de criação do histórico e numeração dos projetos do banco. Ele conta que a receptividade e auxilio dos funcionários foram muito importantes no processo de adaptação à nova realidade. “Todos foram bem receptivos comigo, havia um estagiário, em especial, o Davi, que me ajudou muito a superar a timidez. Com pouco tempo eu já estava me sentindo parte da equipe”, conta.

A atenção e dedicação de Guilherme em aprender as atividades solicitadas o fizeram conhecer, de maneira rápida, o funcionamento das demandas da gerência que faz parte. “Hoje eu até auxilio os estagiários novos, passo a eles as coisas que aprendi para ajudá-los nessa fase de adaptação”, relata.

O estudante conta que sempre quis cursar Educação Física, e que, após participar do “Programa Menor Aprendiz”, Administração também se tornou uma opção de curso. “Gostei muito do ambiente de escritório! Eu achava que trabalhar em um lugar como o Bandes era só para quem fez faculdade, mas hoje estou aqui. Ser menor aprendiz é uma experiência muito bacana”, expõe.

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